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domingo, 13 de novembro de 2011

Cientistas derrubam seis mitos sobre o fim do mundo





O fim do mundo está próximo - 21 de dezembro de 2012, para ser mais exato - segundo teorias baseadas na suposta antiga previsão maia e divulgadas pela máquina de marketing por trás do filme "2012".

Mas será que a humanidade poderia realmente encontrar o seu fim em 2012, afogada em enchentes apocalípticas, atingida por um planeta secreto, tostada por um sol raivoso, ou lançada à deriva por continentes acelerados?

E será que a antiga civilização maia - cujo império teve seu apogeu entre 250 e 900 D.C. onde hoje é o México e a América Central - realmente previu o fim do mundo em 2012?

Pelo menos um aspecto desse alarde sobre o fim do mundo em 2012, para algumas pessoas, é muito real: o medo.

O site da NASA "Pergunte a um astro biólogo", por exemplo, recebeu milhares de perguntas sobre a previsão do fim do mundo em 2012: algumas perturbadoras, segundo David Morrison, cientista sênior do Instituto de Astrobiologia da NASA.

"Muitos dos (que enviaram as perguntas) estão genuinamente assustados", Morrison disse. "Houve dois adolescentes que estavam pensando em se matar, porque não queriam estar por aqui quando o mundo acabasse", ele disse.

"Duas mulheres nas últimas duas semanas disseram que estavam pensando em matar seus filhos e elas mesmas para não terem que sofrer com o fim do mundo."

Felizmente, com a ajuda de cientistas como Morrison, a maioria dos cataclismos previstos para 2012 é facilmente explicada.

Mito #1 sobre 2012


Previsão maia do fim do mundo em 2012

O calendário maia não termina em 2012, como alguns afirmaram, e esse povo antigo nunca considerou tal ano como o tempo do fim do mundo, dizem arqueólogos.
Mas 21 de dezembro de 2012, (um dia a mais ou a menos) foi, todavia, importante para os maias.

"É a época em que o maior ciclo do calendário maia - 1.872.000 dias ou 5.125,37 anos - acaba e um novo ciclo começa", disse Anthony Aveni, especialista em povo maia e arque astrônomo da Universidade Colgate em Hamilton, Nova York.

Os maias registravam o tempo em uma escala que poucas culturas consideraram. Durante o apogeu do império, os maias inventaram a Grande Contagem - um comprido calendário circular que "transplantava as raízes da cultura maia desde a criação do mundo em si", Aveni disse.

Durante o solstício de inverno de 2012, encerra-se a era atual do calendário da Grande Contagem, que começava no que os maias viam como o último período da criação do mundo: 11 de agosto de 3114 a.C. Os maias escreveram essa data, que precedeu sua civilização em milhares de anos, como o Dia Zero, ou 13.0.0.0.0.
Em dezembro de 2012, a longa era termina e o complicado calendário cíclico volta ao Dia Zero, iniciando outro grande ciclo.

"A ideia é que o tempo se renova e que o mundo se renova novamente - muitas vezes após um período de estresse - da mesma forma que renovamos o tempo no dia de Ano Novo ou mesmo na segunda-feira de manhã", disse Aveni, autor de "The End of Time: The Maya Mystery of 2012."

Mito #2 sobre 2012 
Continentes em ruptura vão destruir a civilização

Em algumas profecias do fim do mundo em 2012, a Terra se torna uma armadilha mortal ao passar por um "deslocamento de polos".

A crosta e o manto do planeta irão de repente se deslocar, girando em torno do núcleo externo de ferro líquido da Terra como a casca de uma laranja gira em torno de sua suculenta fruta.

2012, o Filme, imagina um deslocamento polar previsto pelos maias, desencadeado por uma força gravitacional extrema sobre o planeta, graças a um raro alinhamento galáctico - e por uma radiação solar massiva que desestabiliza o centro da Terra ao aquecê-lo.

A ruptura de oceanos e continentes despeja cidades no mar, arrasta palmeiras para os polos e gera terremotos, tsunamis, erupções vulcânicas e outros desastres.

Os cientistas descartam cenários tão drásticos, mas alguns pesquisadores têm especulado que um deslocamento mais sutil poderia ocorrer, por exemplo, se a distribuição de massa sobre ou dentro do planeta mudasse radicalmente, devido à, digamos, o derretimento das calotas polares.

O geólogo da Universidade de Princeton Adam Maloof, que estudou extensivamente os deslocamentos polares, disse que a evidência magnética nas rochas confirma que os continentes passaram por um rearranjo drástico, mas o processo levou milhões de anos - lento o bastante para a humanidade não sentir o movimento.

Mito #3 sobre 2012



Alinhamento galáctico revela perdição

Alguns observadores do céu acreditam que 2012 irá se encerrar com um "alinhamento galáctico", que ocorrerá pela primeira vez em 26.000 anos.

Nesse cenário, o trajeto do sol pelo céu pareceria cruzar o que, da Terra, é visto como o ponto médio da nossa galáxia, a Via Láctea, que em boas condições de observação aparece como uma faixa de neblina no céu noturno.

Alguns temem que esse alinhamento de alguma forma exponha a Terra a poderosas e desconhecidas forças galácticas que irão precipitar o seu fim - talvez através de um "deslocamento polar" ou movimento do supermassivo buraco negro do coração da nossa galáxia.

Outros veem o suposto evento sob uma luz positiva, como o prenúncio do despertar de uma nova era na consciência humana. Morrison, da NASA, tem uma visão diferente.

"Não existe nenhum 'alinhamento galáctico' em 2012", ele disse, "ou pelo menos nada fora do comum."

Ele explicou que um tipo de "alinhamento" ocorre durante todos os solstícios de inverno, quando o sol, visto da Terra, aparece no céu próximo do que parece ser o ponto médio da Via Láctea.
Astrólogos podem se entusiasmar com alinhamentos, Morrison disse. “Mas a realidade é que os alinhamentos não são de interesse para a ciência”.
“‘Eles não significam nada”, ele disse. Eles não modificam a força gravitacional, a radiação solar, as órbitas planetárias, ou qualquer coisa que tenha impacto na vida da Terra.

Mas a especulação sobre alinhamentos não é surpreendente, ele afirma. "Fenômenos astronômicos comuns são imbuídos de um senso de ameaça por pessoas que já acreditam que o mundo vai acabar."

Em relação aos alinhamentos galácticos, David Stuart, especialista em povo maia da Universidade do Texas, escreve em seu blog que "nenhum texto ou arte dos antigos maias faz referência a qualquer coisa do tipo."

Mesmo assim, a data final do atual ciclo da Longa Contagem - o solstício de inverno de 2012 - pode ser evidência da habilidade astronômica dos maias, disse Aveni, o arque astrônomo.
"Não descarto a probabilidade de que a astronomia desempenhou um papel" na escolha de 2012 como o término do ciclo, ele disse.

Astrônomos maias construíram observatórios e, através da observação dos céus noturnos e usando a matemática, aprenderam a prever com precisão eclipses e outros fenômenos celestiais.

Aveni observa que a data de início do atual ciclo foi provavelmente associada a uma passagem do zênite solar, quando o sol cruza diretamente sobre nossas cabeças, e sua data de término cairá no solstício de dezembro, talvez intencionalmente.

Essas escolhas, ele disse, podem indicar que o calendário maia está ligado aos ciclos sazonais de agricultura, centrais para a sobrevivência dos povos antigos.

Mito #4 sobre 2012


O Planeta X está em rota de colisão com a Terra

Alguns dizem que ele está por aí: um misterioso planeta X, também conhecido como Nibiru, em rota de colisão com a Terra - ou pelo menos a caminho de uma passagem de raspão destruidora.
Dizem que uma colisão direta iria destruir a Terra. Mesmo uma passagem de raspão, alguns temem, poderia gerar uma chuva de asteroides de impacto mortal, arremessados em nossa direção pelo turbilhão gravitacional do planeta.

Será que esse planeta desconhecido realmente poderia estar vindo em nossa direção em 2012, mesmo passando de raspão?


Bem, não. "Não há objeto nenhum por aí", disse Morrison, o astro biólogo da NASA. "Essa provavelmente é a coisa mais clara a se dizer."

As origens dessa teoria na verdade antecedem o amplo interesse em 2012. Popularizado em parte por uma mulher que alega receber mensagens de extraterrestres, o fim do mundo relacionado a Nibiru foi originalmente previsto para 2003.
"Se houvesse um planeta ou uma anã marrom ou qualquer objeto que fosse estar no interior do sistema solar daqui a três anos, os astrônomos o teriam estudado na última década e ele seria visível a olho nu hoje." "Não há nada."



Mito #5 sobre 2012
Tempestades solares irão devastar a Terra.

 


Em alguns cenários de desastre para 2012, nosso próprio sol é o inimigo. Nossa amigável estrela vizinha, segundo rumores, irá produzir erupções letais de labaredas solares, que aumentarão o calor sobre os terráqueos.

A atividade solar cresce e diminui segundo aproximadamente ciclos de 11 anos. Grandes labaredas podem de fato danificar as comunicações e outros sistemas da Terra, mas os cientistas não têm indicações de que o sol, pelo menos no curto prazo, irá lançar tempestades fortes o suficiente para fritar o planeta.







"Ao que parece, o sol não está seguindo a programação mesmo", afirmou Morrison, o astrônomo da NASA. "Esperamos que esse ciclo provavelmente não seja concluído em 2012, mas um ou dois anos depois."








Mito #6 sobre 2012
Os maias tinham previsões claras para 2012

Se os maias não esperavam o fim do mundo em 2012, o que exatamente eles previram para esse ano?

Muitos estudiosos que se aprofundaram na evidência dispersa em monumentos maias dizem que o império não deixou um registro claro prevendo que qualquer coisa específica aconteceria em 2012.

Os maias retrataram de fato um desagradável - embora não datado - cenário do fim do mundo, descrito na página final de um texto de aproximadamente 1100, conhecido como Códice de Dresden.

O documento descreve um mundo destruído pela enchente, um cenário imaginado em muitas culturas e provavelmente vivenciado, em uma escala menos apocalíptica, por povos antigos.

Aveni, o arque astrônomo, disse que o cenário não deve ser interpretado literalmente - mas como uma lição sobre o comportamento humano.

Ele associa os ciclos ao nosso próprio período de Ano Novo, quando a conclusão de uma era é acompanhada por atividades frenéticas e estresse, seguidas de um período de renascimento, quando muitas pessoas fazem uma reflexão e resolvem começar a viver de uma maneira melhor.

"Toda a escala de registro do tempo é muito direcionada ao passado, não ao futuro", ele disse. "O que é lido nesses monumentos da Longa Contagem são eventos que ligavam os governantes maias a ancestrais e ao divino."
"Quanto mais você planta suas raízes no passado do tempo profundo, melhor você pode argumentar que é legítimo", Aveni disse.
"E acho que é por isso que esses governantes maias usavam o tempo da Longa Contagem". "Não se trata de uma previsão fixa sobre o que vai acontecer."


E você, qual é a sua opinião sobre isso?

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sábado, 15 de outubro de 2011

Demônios Bíblicos




Os hebreus em suas origens históricas, vencidas as etapas animistas e totêmicas, cultuavam deuses [elohim] – espíritos – que, em toda Gênesis 1 até o capítulo 2 verso 3, são os responsáveis pelas criações dos céus, da terra e de tudo que neles há, numa síntese criacionista sumero-babilônica. A partir de Gênesis 2:4 um daqueles deuses, o sló Javé, ganha destaques e aos poucos, ao curso da evolução religiosa dos hebreus, suplanta os demais elohim, para se transformar no deus dos deuses [Deuteronômio 10:17], sistema monolátrico [Josué 22:22] que, num futuro viria ser o monoteísmo judaico adotado pelos cristãos, o Deus único das nações [Isaias 45:22].

A partir do momento que Javé se fez [ou foi feito] deus dos deuses, os demais deuses foram excluídos oficialmente dentre os hebreus, e a partir de então demônios passam designar quase que exclusivamente divindades de outros povos, portanto divindades pagãs ou gentias.

Aparentemente fácil identificar demônios na Bíblia, na verdade não os são. Copistas e tradutores bíblicos determinam indistintamente por demônios os anjos decaídos, os espíritos imundos e os diabos, ao lado de outras tantas identificações, dando o mesmo sentido às palavras gregas: pneuma, aggelous, diáblos e daimon, por exemplos, e isto traz confusões até mesmo a muitos dos entendidos.  

Demônios não são Diabos, aliás, Diabos não existem na bíblia o que existe é o Diabo [do grego diáblos], no singular, como tradução do hebraico Satan [Xatan] que nos deu Satanás ou simplesmente Satã, este sim, por sinal, único e também nenhum demônio.

Os Demônios nada têm a ver, inicialmente, com espíritos imundos, estes comumente identificados biblicamente pelo grego pneuma, ou os hebraicos eloim e se’irim.

Anjos, do grego aggelous, significa mensageiro [mala’k – hebraico], tanto para os bons quanto para os maus enviados, sem nenhum laço etimológico ou de atributos com os demônios.


O que seria então os demônios bíblicos? Como surgiram?

Comumente, se entende por demônios, aquelas entidades espirituais dotadas de poderes especiais, que se situam entre os humanos e as divindades, com objetivos de zelar lugares ou castigar pessoas. Sua origem provável encontra-se nas lendas e crenças dos povos da Mesopotâmia.

O grego daimon ou daimonium, em Deuteronômio 32:17 é usado para identificação das divindades pagãs, ou seja, aquelas proibidas de serem cultuadas pelos hebreus. Assim, todos os deuses estrangeiros ao povo de Deus, são denominados demônios.

No Salmo 91:6-7, o termo é designativo de praga.

Isaias 13:21, 34:14 e referências, trazem demônios como personagens folclóricos ou quase míticos dos lugares ermos, como os denominados os sátiros [hirsutos], que algumas traduções descrevem-nos seres que se apresentam como horríveis animais peludos. No apócrifo Baruc, 4:35, espíritos imundos, estão postos como habitantes dos desertos.

A tradução portuguesa mais exata para daimon é gênio, aplicado no sentido de inteligência superior, capacidade incomum.

Bíblica e etimologicamente, a princípio, Demônio não teria conotação pejorativa alguma com anjos decaídos, espíritos imundos ou diabos. A sua identificação com espíritos impuros [imundos], ocorreu pela necessidade teocrática dos hebreus manterem-se separados dos demais povos, para evitar contaminações de cultos e com isso a desagregação nacional.

Aos demônios, nas qualidades de espíritos impuros, se devem as doenças internas desconhecidas, como se por eles causadas e que nem precisava estar manifesta no individuo, bastando alguma denuncia de sua participação em cultos estranhos, para os sacerdotes determinarem sua impureza legal, e assim impedir tal enfermo [endemoniado] de participar dos atos religiosos; o interditado era, quase sempre, morto exemplarmente, por apedrejamento, para não contaminar os demais membros da nação hebréia. 

Não se pode dizer, todavia, que tais divindades seriam todas maléficas; o próprio Javé, quando irado, não é nada bom e se faz tremendamente exterminador em favor de seu povo [II Reis 19:35, Êxodo 33:2]; incrivelmente, também se volta contra os seus próprios, com a mesma fúria avassaladora, às vezes por simples desleixo [Êxodo 32:34].

A Bíblia menciona algumas divindades estrangeiras transformadas em demônios para os hebreus, dentre os quais se destacam:

Abaddón: originariamente se tratava de um mensageiro de Deus, como ministro da vingança ou executor da ira divina, conhecido como Anjo Exterminador ou Destruidor [Êxodo 12:23], que muitos estudiosos identificam o Anjo do Senhor, ou mesmo, Teofania do próprio Deus. Ganha status de demônio no Novo Testamento como “pai da perdição” ou simplesmente “perdição”, também conhecido pelo nome grego Apollyon, isto é, “remoção completa” ou “desaparição”, conforme citado no Livro Apocalipse 9:11. Alguns especialistas identificam-no demônio [na qualidade de anjo decaído] desde a rebelião celestial, todavia, permitido por Javé para aqueles atos em Êxodo 12:23.

Adramelec e Amelec: divindades dual, dos Serfavaim [região da Assíria], citadas em II Reis 17:31, que estudiosos entendem como Adar e Ana, divindades nacionais históricas daquelas gentes [transferidas para Samaria pelos assírios], que os hebreus cultuaram inicialmente com o próprio Javé, embora sem unicidade de culto, conforme II Reis 17:41, sendo que os samaritanos continuaram posteriormente a reverencia-los, enquanto os judeus de pura origem transformaram-nos em demônios.  

Asera: deusa da Cananéia, citada em Êxodo 34:13, Juízes 3:7 e referencias, assimilada e cultuada pelos hebreus, na forma de um tronco sagrado em forma de coluna ou poste, tratando-se de uma deusa protetora dos bosques e tudo que neles há, em préstimos aos homens. É comumente confundida com a deusa fenícia Astarte e na bíblia é citada no plural [aseras].

Asima: conhecida biblicamente como a deusa Sima, dos arameus de Hamat, mencionada em II Reis 17:30, muitíssima conhecida pelas inscrições helênicas. Na literatura religiosa hebraica, Sima é posta pelos assírios como divindade [demônio protetor] local, inoperante, assim como Javé dos hebreus [II Reis 18:33-34]. Parece tratar-se de divindade protetora dos vales e caminhos de Hamat e Reob, locais citados em Números 13:21. 

Asmodeu: trata-se de AsmaDaeva, divindade citada no Avesta [livro sagrado dos persas], como executora do mal [necessário] dentro do principio do dualismo da doutrina de Zoroastro,  o bem e o mal. No apócrifo Tobias 3:8 e referências, Asmodeu transforma-se num espírito maligno, denominado destruidor [samad – hebraico].

Astaroth ou Astarte: deusa fenícia que representa a fecundidade da natureza; alguns estudiosos a associam como deusa da lua [Juízes 2:13], de grande popularidade entre os povos do médio oriente e os próprios hebreus. Salomão prestou-lhe honras [I Reis 11:5].

Azazel: citado no livro Levítico 16:8 como “a perdição”, tratando-se de divindade provavelmente da Caldéia, que os hebreus tomaram de empréstimo para torna-lo um demônio, na forma animal de um bode, tido na Bíblia como bode expiatório para os pecados do povo de Deus. O apócrifo Livro de Henoc menciona referida criatura como um dos anjos que se enamorou pelas mulheres da terra. É comumente confundido ou associado com Abaddón, alguns acreditando tratar-se de uma mesma entidade.

Baal: Senhor, principal deus fenício o naturista Melcart, foi absorvido pelos cananeus, como o trovejante Baal [I Reis 16:31], conforme mais conhecido biblicamente, e que se tornou representatividade do mal para os hebreus [II Reis 23:5]; no entanto, Javé toma características do próprio Baal, ao se fazer o tonante Sló do Sinai. Para os cartagineses que também o adotaram, era excelente deus.

Baalim: os baalins citados em Juízes 2:11, deuses menores do panteão fenício, muito próximo dos bíblicos elohim [Gênesis 1:1 e referencias], depois identificados como espíritos protetores, bastante populares e cultuados inclusive pelos hebreus [Juízes 2:12-13].

Baal-Meon: o terrível [aos hebreus] Beon, divindade protetora da Palestina, cujo nome era proibido de ser pronunciado pelo povo de Javé, e por isso mudados os nomes de locais a ele consagrados [Números 32:3 e 38]. Alguns entendem esta divindade adotada dos babilônios, provavelmente o deus Sucot-Benot, mudando-se o primeiro designativo Sucot [tendas] para Baal e que Benot transformou-se em Beon, o poderoso. 

Baalzebul [Baalzabud ou simplesmente Belzebu]: cultuado pelos filisteus [II Reis 1:2 e referências], e outros povos do médio oriente, foi transformado em príncipe dos demônios para os hebreus, e assim assimilado pelos cristãos [Mateus 10:25, Marcos 3:22 e Lucas 11:15-18 e 19]. Estudos recentes apontam referida divindade como de origem fenícia, muitos lhe dando significado de Senhor das Moscas, todavia tradução mais apropriada a Baal-zabud, seria Dádivas do Senhor, e que se valia daqueles insetos, como vetores de pestilências, para castigar inimigos.

Baltesassar: mais propriamente Beltesassar, trata-se de Balat-su-usur, [Deus Protetor da Vida], divindade acadiana citada em Daniel 1: 7, cujo nome foi dado ao próprio Daniel. Baltesassar é visto como o deus Bel, principal divindade babilônica, que Isaias 46:1 já coloca numa posição inferior a um deus, e nas condições de gênio ou agente do mal em Jeremias 50:2.

Belial: aquele que serve para nada, inútil e sem valor, tornou-se sinônimo de ser abjeto, como homens perversos, em Deuteronômio 13:14. I Samuel 10:27, onde se lê os perversos, algumas traduções como Almeida diz os filhos de Belial, já a tipificar o demônio que o cristianismo viria adotar como o Poderoso Demônio, ou o próprio Diabo [Satanás], vista em II Coríntios 6:15.  Alguns identificam Belial também nos livros Daniel e Apocalipse, como o Anticristo, a Besta, o Assolador ou o Dragão, quando não apenas um anjo do mal designado para a desordem mundial.

Besta: para muitos não se trata verdadeiramente de um demônio, apenas a identificação bíblica [Daniel e Apocalipse] profética do próprio Diabo ou Satanás, nos tempos do fim. Na primeira epístola universal de João, alguns estudiosos entendem a Besta como o Anti-Cristo [I João 2:18 e referencias].

Camos: principal divindade moabita [Números 21:29] de grande prestígio entre os hebreus, tanto que o próprio Salomão lhe edificou um altar [I Reis 11:7]. Esta deidade, como todas demais estrangeiras ao povo hebreu, quando se trata de cultos, sacrifícios ou adorações, recebem conotações de consumações aos demônios ou aos ídolos, indistintamente.  




Leviatã: dragão ou animal mítico, descrito nos poemas de Ugar [em Ras Shamra ao norte da Fenícia] por volta do século XV a.C, às vezes para indicar algum cetáceo [Salmos 104:26], por outras refere-se a um crocodilo [Jó 40:25]. Em Jó 3:8 é a pré-figuração de poderoso demônio evocado pelos feiticeiros. 

Lilith: divindade notívaga babilônica, é demônio feminino bastante comum na cultura religiosa judaica e comumente citada pelos cristãos; embora não mencionada diretamente na Bíblia, alguns estudiosos, entretanto, demonstram-na figuradamente, como o espanto noturno, a seta que voa de dia, a peste que serpeia nas trevas e a morte que grassa à luz meridiana [Salmos 91:5-6], enquanto para outros, trata aquele Salmos e versículos citados, como linguagem figurada, onde o protegido de Deus não temerá assaltos abertos, tramas ocultas, doenças [pestilências da noite, tidas como doenças sexualmente transmissíveis] e mortes de encomenda. Isaias 34:14 traz essa denominação [no singular] com algumas traduções postas como corujas, mais propriamente, criaturas noturnas, que os hebreus posteriormente deram significado de “diaba notívaga” [PIBR]. 

Lúcifer, o Anjo Caído
Lúcifer, o demônio que os cristãos mais temem, o maioral de todos eles, curiosamente, não está na Bíblia.  Alguns biblistas de plantão, no entanto, apontam em Isaias 14:12-14, partes d’uma canção hebraica contra o rei babilônico, como alusão a Lúcifer; trata-se na verdade de um comparativo das glórias do grande monarca babilônico, que chegou a reivindicar honras divinas, com o esplendor de uma fulgurante estrela [vista por muitos como a Estrela d’Alva ou planeta Vênus]. Referida canção remete-nos, por analogia, a Ezequiel 28, profecia contra Tiro, onde a ascendência régia é tida como querubim ungido no Éden, depois expulso face sua soberba e outros pecados, inclusive da pretensão de igualar-se ao Criador. Daí seria dizer que Satanás ou que seja Lúcifer, tenha sido um querubim ungido, de rara beleza, etc, ou que os de Tiro [pelo monarca], que são os fenícios [grego phoinos com tradução de vermelho ou homens vindos terra vermelha], tenham sido o Adão bíblico [Adam’is, is=homem, adam do barro vermelho] que Deus um dia colocara no Éden, etc. Já a tal Eva seria. . .



Mamon: mais propriamente Mamona, significa riqueza, que Mateus 6:24 [e referências] personifica como o demônio que põe a perder os filhos de Deus, pela materialidade e luxo que o mundo oferece.

Melkart: II Macabeus 4:18-20, trata-se do mitológico Hércules, muito mais na categoria de semi-deus que de demônio propriamente dito.

Moloc: deus amonita [Levíticos 18:21, 20:2-5, II Reis 23:10 e Ezequiel 20:31], também conhecido como Melcom [I Reis 11:57e 33, II Reis 23:13 e Jeremias 40:1], bastante apreciado pelos hebreus, e que recebeu distinções religiosas até do sábio rei Salomão [I Reis 11:7].

Nergal: deus assírio [II Reis 17:30], maioral do mundo subterrâneo que ganhou conotações cristãs com o Diabo e o Inferno, advindas das assimilações e crenças hebraicas.

Demónio Lamia, Sucubus – Gravura de 1658
Nicaz: divindade de Ava, uma das regiões conquistadas pelos assírios, cuja população foi instalada na ocupada Samaria, e esse deus assimilado pelos hebreus de Samaria. Não há referencias históricas sobre Ava, e, conseqüentemente, sobre seu deus, também conhecido como Nichas. Alguns estudiosos vêem aqueles como “árabes remotos”, enquanto outros acreditam ser os bíblicos heveus [Gênesis 10:15-17] mencionados ainda em Josué [11:3] e Juízes [3:3], mas a citação maior se vê no capítulo 34 de Gênesis, quando um heveu ultrajou a hebréia Diná, filha de Jacó. De qualquer forma, em Samaria, pelo menos, o deus Nichas foi cultuado pelos heveus [II Reis 17:31] e samaritanos, e assim proibido e posto sob a pecha de demônio.

Nesroc: citado em II Reis 19:37, divindade assíria, de significado desconhecido.

Sátiros: do hebraico “se’irim” [peludos como bodes] entendidos como encarnações de espíritos maléficos [Levíticos 17:7] ou gênios que habitavam desertos ou lugares ermos, às vezes em formas animalescas desconhecidas como os citados hirsutos [Isaias 13:21, 34:14 e Baruc 4:35] – animais desconhecidos, peludos, de aparências indefinidas, cultuados [II Crônicas 11:15] o que constituía impiedade [II Reis 23:8].

Sucot-Benot: deus babilônico [II Reis 17:30], também conhecido como Secote [Tendas – Josué 13:27] Beon [Senhor Protetor], assimilado pelos palestinos como Baal-Meon.

Tamuz: Ezequiel 8:14 traz citação desse deus dos babilônios que foi adotado pelos fenícios e também cultuado pelos hebreus, entre outros povos. A tradição mostra-nos Tamuz como um dos muitos Cristos vindo ao mundo para uma obra redentorista, com morte sacrificial. É um poderoso demônio no cristianismo popular.

Tartak: outro deus heveu, também citado em II Reis 17:31, cultuado pelos samaritanos e exacrado pelos hebreus de pura origem. Entendem-se vínculos de Tartak com Tártaro [II Pedro 2: 4], tratando-se portanto de um demônio chefe dos infernos, banido das hostes celestiais conforme aquela epístola, num inequívoco texto referente às citações de Gênesis 6:8.

Embora Demônios tenham significação bíblica para divindades pagãs que se tornaram espíritos impuros para os hebreus, a citação II Pedro 2:4 numa passagem obscura e não respaldada diretamente pelo Antigo Testamento, no ato subentendido, trata dos demônios como sendo os bíblicos anjos rebeldes. Também Judas 1:6, se refere aos demônios como anjos que foram indignos, deixaram os céus e que para eles foram reservadas escuridão e cadeias eternas, até o juízo do grande dia, num texto interpolado e confuso, com correspondente apenas em Apocalipse 20:10.

Ainda assim, para os cristãos e certos exegetas, não perdem, contudo, aqueles significados de espíritos impuros ou entidades do mal.

Claro está que para o cristianismo já distinto do credo judaico, os demônios ganham status de anjos decaídos, inferiores aos anjos de Deus, conforme fazem entender o apócrifo Tobias 8:3 [recorrência] e Apocalipse 12:7-10.

Para os cristãos, os Demônios como seres malignos, são incorpóreos, portanto espirituais, deixando, contudo, antever incapacidade da plenitude de seus atos se não estiverem de posse de algum corpo humano, por isso, continuamente procurando apossar-se dos homens, conforme Mateus 12:43-44, através de incorporações diretas ou por inspirações, a fim do empregá-los para seus próprios fins.

Suas possessões podem ser momentâneas [Lucas 9:39], mais ou menos prolongadas [I Samuel 16:4] ou prolongadas [Marcos 5:2], quase sempre caracterizadas por enfermidades internas, idiotias, deformidades físicas e perturbações mentais. Exorcismos e curas, praticados por Jesus, tem sentido messiânico bastante claro, quando vistos sob o ângulo das possessões demoníacas, ou, das doenças psicossomáticas.

Os Demônios podem estar numa pessoa ou num intermediário e causarem transtornos, a pedido ou mando, em terceiros, como traumas psicológicos, ruínas sociais, problemas financeiros, ruína familiar e mais as citações anteriores e outras não mencionadas. São exemplos os famosos e ditos trabalhos de macumbaria. Na Bíblia, muitas vezes, são os espíritos maléficos que se apossam de alguém com a permissão divina [I Samuel 16:14] ou um bom espírito [???] que Deus permitia incorporar no homem [I Samuel 11-6 e 18:10] ou causar dissensões [Juízes 9:23, Isaias 19:14] e indutor ao erro [I Reis 22:22]. Passagens como estas constrangem os cristãos.

Alguns dos maus espíritos têm diferentes missões e métodos, com possessões mais duradouras [tecnicamente imperceptíveis] ou mesmo fazendo-se entrantes, para altas realizações mundiais através de líderes políticos, cientistas e homens de notório saber, como aquelas que apontam para indivíduos praticamente nulos e que de repente se transformam numa outra personalidade, às vezes até animal, a exemplo do rei Nabucodonozor, conforme Daniel 4:23 ao 28 e 33 – versão Almeida.

Os demônios, como espíritos perturbadores, promovem, em suas ações [mas não necessariamente], fenômenos psicológicos e de efeitos físicos, alguns aterradores, muito dos quais vistos e estudados pela Metapsíquica, Parapsicologia e Espiritismo Científico.

Para o Cristianismo, independente de confusões de copistas ou enganos de tradutores bíblicos, os demônios têm sua existência reconhecida pelo próprio Jesus, conforme Mateus 12:27-28, e Lhe são inferiores.

Os setenta discípulos que Jesus enviou para certa missiologia reconhecem que os demônios a eles se submetiam, em nome d’Ele, Jesus. 

Todos os apóstolos reconhecem a existência dos demônios, os expulsam e fazem advertência aos crentes a respeito das ações e intenções demoníacas; os demônios são uma constante preocupação aos pais da Igreja dos primeiros séculos.

Muitos convertidos certamente não desprezaram de todo suas antigas crenças, não abominaram totalmente os seus deuses, daí a necessidade dos apóstolos e responsáveis fazerem sempre o alerta contra o demonismo. A insistência dos pais da Igreja em colocar para os fiéis, o nome de Jesus sempre superior sobre demais divindades ou demônios, demonstra claramente isso.    

I Corintios 10:14 ao 21, traz sérias advertências a idolatria e demonologia entre os corintios. Os demônios ali estão postos como divindades dos gentios, portanto, de culto proibido entre os cristãos, posto Cristo ser superior aos demônios.

Por tais razões, tantos textos bíblicos e referências dizem das repreensões e expulsões de demônios dos corpos de pessoas, de curas de doenças provocadas por aqueles seres, além das diversas citações em que os próprios crêem [Tiago 2:19] temem e tremem diante de Jesus ou apenas do ouvir falar Seu nome, a exemplo de conhecida passagem em Marcos 5:1 ao 20. 

Para aqueles que se fundamentam no Novo Testamento, os demônios são seres espirituais reputados idênticos aos espíritos imundos e aos anjos decaídos, com características e ações próprias de personalidade e racionalidade. Mateus 8:29 ao 31 mostra até uma certa sagacidade dos demônios, que questionam a ação de Jesus importuna-los antes do tempo ou acordo previsto e assim, para não se verem desalojados de algum corpo físico, rogam e lhes são permitidos, entrar em animais irracionais.  

Dos feitos demoníacos, o maior sem dúvidas é o sempre despertar de milhões e milhões de pessoas para lhes dar sustentações através de possessões, além de alimentar suas existências, também pela negação a Deus.

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quinta-feira, 13 de outubro de 2011

Os Leviatãs - A Nova Era



O 'Leviatã' é uma criatura, geralmente de grandes proporções, bastante comum no imaginário dos navegantes europeus da Idade Moderna. Há referências, contudo, ao longo de toda a história, sendo um caso recente o do Monstro de Lago Ness.

No Antigo Testamento, a imagem do 'Leviatã é retratada pela primeira vez no Livro de Jó, capítulo 41. Sua descrição na referida passagem é breve. Foi considerado pela Igreja Católica durante a Idade Média, como o demônio representante do quinto pecado, a Inveja, também sendo tratado com um dos sete príncipes infernais. Uma nota explicativa revela uma primeira definição: "monstro que se representa sob a forma de crocodilo, segundo a mitologia fenícia" (Velho Testamento, 1957: 614). Não se deve perder de vista que nas diversas descrições no Antigo Testamento ele é caracterizado sob diferentes formas, uma vez que funde-se com outros animais. Formas como a de dragão marinho, serpente e polvo (semelhante ao Krakken) também são bastante comuns.
O Livro de Jó, capítulos 40 e 41, aponta a imagem mais impressionante do Leviatã, descrevendo-o como o maior (ou o mais poderoso) dos monstros aquáticos. No diálogo entre Deus e Jó, o primeiro procede a uma série de indagações que revelam as características do monstro, tais como "ninguém é bastante ousado para provocá-lo; quem o resistiria face a face? Quem pôde afrontá-lo e sair com vida debaixo de toda a extensão do céu? ....Quem lhe abriu os dois batentes da goela, em que seus dentes fazem reinar o terror?...... Quando se levanta, tremem as ondas do mar, as vagas do mar se afastam. Se uma espada o toca, ela não resiste, nem a lança, nem a azagaia, nem o dardo. O ferro para ele é palha, o bronze pau podre" (Bíblia Sagrada, 1957: 656). Ao lado do Leviatã, no capítulo 40 do livro de Jó, aparece o Behemoth, vigoroso e musculoso animal terrestre, "sua força reside nos rins e seu vigor no músculo do ventre. Levanta sua cauda como (um ramo) de cedro, os nervos de suas coxas são entrelaçados; seus ossos são tubos de bronze, sua estrutura é feita de barras de ferro" (Bíblia Sagrada, 1957: 654). Na bíblia também fala que Deus enviara Behemoth para matar Leviatã. Eles terão uma grande batalha, onde os dois morreriam, mas Behemoth sairia vitorioso por cumprir sua missão.
A origem histórico-mitológica de tais animais descritos na Bíblia é uma questão um tanto obscura. Ambos animais têm sido associados a algumas sagas, o leviatã talvez esteja associado ao "Tiamat", uma divindade da saga da Babilônia. O que interessa, no entanto, é não se ater às diferentes opiniões a respeito desses animais que aparecem na Bíblia Hebréia, uma vez que os historiadores e teólogos da Bíblia não os relacionam ao mito político ao qual Hobbes se refere (Schmitt, 1938: 6).
Não obstante diferentes interpretações, o Leviatã aparece na Bíblia sob a forma do maior dos animais aquáticos, como um crocodilo ou então na forma de um enorme peixe, uma baleia. O behemoth, como animal terrestre representado sob a forma de um hipopótamo.
Na União do céu e do inferno, William Blake escreveu:
"Debaixo de nós nada mais se via senão uma tempestade negra, até que, olhando para oriente, entre as nuvens e as vagas, divisamos uma cascata de sangue misturado com fogo, e próximo de nós emergiu e afundou-se de novo o vulto escamoso de uma serpente volumosa. Por fim, a três graus de distância, na direcção do oriente, apareceu sobre as ondas uma crista incendiada: lentamente elevou-se como um recife de ouro, até avistarmos dois globos de fogo carmesim, dos quais o mar se escapa em nuvens de fumo. Vimos então que se tratava da cabeça do Leviatã a sua fronte, tal como a do tigre, era sulcada por listras de verde e púrpura. Em breve vimos a boca e as guelras pendendo sobre a espuma enfurecida, tingindo o negro abismo com raios de sangue, avançando para nós com toda a fúria de uma existência espiritual."
Conforme Jó 41:18-21, muitos também acreditam que o Leviatã pode ter sido um dragão:
18 Cada um dos seus espirros faz resplandecer a luz, e os seus olhos são como as pálpebras da alva. 19 Da sua boca saem tochas; faíscas de fogo saltam dela. 20 Das suas narinas procede fumaça, como de uma panela fervente, ou de uma grande caldeira. 21 O seu hálito faz incender os carvões; e da sua boca sai fogo escarlate.
A descrição no Livro Bíblico de Jó é hiperbólica. Sendo este livro narrado de forma poética deve-se ponderar a interpretação literal dos termos.

Acredita-se, que no Apocalipse Cristão, essa criatura das trevas se levantará , e espalhará pânico por toda a terra.



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